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Denúncia contra ex-diretor da Funesp por movimentações suspeitas chega ao MP

Denúncia contra ex-diretor da Funesp por movimentações suspeitas chega ao MP

Denúncia contra o ex-presidente da Funesp, Sandro Benites chegou ao Ministério Público. A manifestação foi registrada na Ouvidoria do órgão no último dia 5 de maio, meses depois de o episódio vir à tona nos bastidores políticos, o que levou à exoneração dele do cargo na Prefeitura de Campo Grande. O documento relata suspeitas de movimentações financeiras consideradas “atípicas”, incluindo transferências via Pix feitas por terceiros, depósitos em espécie, compra de dólares por intermédio de outras pessoas e suposta circulação de recursos fora do sistema bancário. A denúncia também menciona uma atividade paralela de venda de relógios de alto valor para outros estados sem aparente formalização fiscal.  A manifestação foi encaminhada pelo ouvidor do MPMS, o promotor Renzo Siufi, para análise e eventuais providências cabíveis. Até o momento, porém, o documento não indica abertura formal de investigação criminal, instauração de inquérito ou denúncia apresentada à Justiça.  A autora da denúncia é de mulher que por anos manteve relacionamento extraconjugal com Sandro Benites. Na manifestação enviada ao Ministério Público, ela afirma que os fatos teriam ocorrido entre 2024 e 2026. Foram anexados comprovantes, registros de transferências, conversas e outros documentos que indicam as movimentações de grandes valores em dólares. A denunciante pede apuração sobre eventual prática de lavagem de dinheiro e outros crimes correlatos.  Procurado pela reportagem, Sandro Trindade Benites ainda não se manifestou sobre o conteúdo da denúncia até a publicação desta matéria. Sandro Benites já foi secretário municipal de saúde e vereador. Ele deixou a presidência da Funesp em março deste ano, após uma mulher denunciar violência psicológica e pedir medida protetiva contra ele na Deam. A Justiça determinou que o então diretor mantivesse distância mínima de 500 metros da vítima, familiares e testemunhas. Na época, a Prefeitura informou que o médico e ex-vereador havia pedido afastamento para “esclarecer fatos de caráter pessoal”.